sábado, 17 de novembro de 2007

Reta Final: Luci faz campanha militante

Luci passa o feriadão na estrada. De quinta a domingo, Luci visitou Tubarão, São Joaquim, Lages, Bom jardim da Serra, Lages, Otacilio Costa,Palmeira, S. José do Cerrito, Iraceminha, Nova Erexim, Chapecó, Campos Novos e Ituporanga. Encontrando com lideranças, ouvindo a base do partido e, construindo a perspectiva de recuperar a vida militante do PT. Foto: Visita aos militantes do Municipio de Palmeira











sexta-feira, 16 de novembro de 2007

Noticia:Lula é líder com melhor imagem na América Latina, diz pesquisa



Uma pesquisa da ONG Latinobarômetro, divulgada nesta sexta-feira, em Santiago, no Chile, afirma que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o líder político com melhor imagem na América Latina e o único a manter o posto nos últimos dois anos. A ONG entrevistou mais de 20 mil pessoas em 18 países, à exceção de Cuba, em setembro e outubro deste ano. Hugo Chávez, da Venezuela, George W. Bush, dos Estados Unidos, e Fidel Castro, de Cuba, apareceram nos últimos lugares neste ranking. Numa avaliação de zero a dez, Lula recebeu a nota 5,7. Mas apesar do resultado favorável ao presidente, os brasileiros mostraram-se pouco otimistas em relação ao futuro. Os brasileiros estão entre os latino-americanos que mais temem perder o emprego nos próximos 12 meses, ficando atrás nesta lista apenas dos moradores da República Dominicana, de El Salvador e do Equador. No Brasil, 70% temem perder seu posto de trabalho. No ano passado, este índice era de 42%. Este percentual vem caindo na América Latina como um todo. Em 1998, por exemplo, 78% temiam ficar desocupados. No ano passado, 67%. E este ano, 64% afirmaram preocupar-se em perder o emprego. Quando perguntados sobre como qualificariam a situação da economia do país, 26% dos brasileiros responderam que ela é "muito boa" e "boa". No ano passado, esse percentual era de 28%. Neste ranking, a Venezuela lidera com 52%. A situação no Brasil chama ainda mais a atenção quando os entrevistados responderam sobre sua expectativa para a economia do país em 2008. No Brasil, 35% afirmaram que a economia do ano que vem será "muito melhor" ou "melhor" do que a deste ano, uma queda de 20 pontos em relação ao ano anterior, quando esse percentual foi de 55%.Neste item, só a Venezuela mantém o mesmo otimismo registrado no ano passado, com 60% da população acreditando que a economia do ano que vem será "muito melhor" ou "melhor" do que a deste ano. De acordo com o estudo, a alta do preço do petróleo, que influencia diretamente a economia do país, poderia ter motivado a resposta dos venezuelanos. Mas no geral, ressalta a ONG, as perspectivas dos moradores dos outros países da região são diferentes das dos venezuelanos. "Estes números indicam que os cidadãos sabem que a situação econômica do país em 2008 será menos favorável comparativamente com a situação que se esperava para a região em 2007", diz o estudo. "Não sabemos com exatidão como se formam estas expectativas". No geral, os principais problemas apontados pelos moradores dos principais países da região foram desemprego e delinqüência. Este ano, de acordo com o estudo do Latinobarômetro, a delinqüência foi definida como o maior drama para os moradores de oito dos 18 países pesquisados. No ano passado, este item reunia seis países. Em 2007, Brasil e Chile foram incorporados.

quinta-feira, 15 de novembro de 2007

Apoio: Ministro Altemir Gregolin

Pela história de luta como mulher agricultora, na construção dos movimentos sociais, na construção do PT e pelo seu trabalho nos vários mandatos que exerceu em defesa dos direitos dos trabalhadores, apóio Luci Choinacki para presidente do PT de Santa Catarina.

Apóio porque em todos os espaços que ocupou ao longo de sua trajetória, Luci sempre manteve um forte vínculo com a luta do povo, seja ele do campo ou da cidade.

Luci nunca se esqueceu da sua origem e do seu partido. É um patrimônio político da esquerda brasileira É um patrimônio político de Santa Catarina e do Brasil.

A construção partidária sempre esteve presente na sua história de luta e não será diferente na presidência do PT – um partido militante, com forte organização de base e que luta por profundas transformações sociais. Luci tem conhecimento das necessidades do povo e um forte compromisso com uma nova sociedade, uma sociedade socialista. Com sua forte relação com os municípios do Estado, ela vai dedicar tempo integral à função de presidente do Partido.

Altemir Gregolin
Ministro da Secretaria Especial de Aqüicultura e Pesca da Presidência da República

quarta-feira, 14 de novembro de 2007

Entrevista: Valter Pomar - A Esperança é Vermelha

13/11/2007 - 13h35 Valter defende mais espaço e influencia do PT no governo Lula. Veja a entrevista em vídeo


Da Redação

Valter Pomar é secretário de Relações Internacionais do PT. Historiador, tem 41 anos e é filiado ao PT desde o início dos anos 80.
Há dez anos, é integrante do Diretório Nacional do partido e ocupou a 3ª vice-presidência da sigla em 2005. Trabalhou em administrações petistas nas cidades de Santos e Campinas. Pomar é candidato à presidência do PT pela chapa "A Esperança é Vermelha".
Leia os principais trechos da entrevista concedida ao UOL News.
UOL News - Por que o senhor quer ser presidente do PT?

Valter Pomar - Em primeiro lugar porque o PT precisa superar a crise que ainda está imerso e, em segundo lugar, porque o PT precisa continuar sendo o principal partido de esquerda do Brasil. Isso vai exigir uma direção nacional capaz de vencer as eleições municipais do ano que vem, capaz de reaproximar o PT dos programas sociais, capaz de reaproximar o PT dos aliados de esquerda, capaz de aumentar a influência do PT no governo Lula e capaz de melhorar o funcionamento do PT, que precisa de um jornal, precisa de uma escola, uma juventude petista mais forte.

UOL News - Entre os quatro principais candidatos, você é o único que não é deputado. Vê desvantagem nisso?

Valter Pomar - É uma vantagem para o PT que vai ter um presidente que vai dispor de tempo integral para dirigir o partido. Essa idéia de que o PT é melhor se for dirigido por um parlamentar é um fato que a experiência mostrou que não é verdadeira.

UOL News - Que mudanças o senhor defende para o PT?

Valter Pomar - Do ponto de vista público, eu defendo que o partido tenha mais protagonismo. O PT precisa estar mais presente na luta cotidiana do povo brasileiro, nas mobilizações nacionais, na apresentação de propostas para a sociedade, inclusive para os governos que ele dirige. Internamente, o partido precisa de mais democracia, mas não democracia em abstrato. O militante precisa ter acesso a mais informação, isso significa um jornal, ele ter acesso a formação política, isso significa ter acesso a uma escola, e significa que a juventude petista tenha uma atenção redobrada do partido.

UOL News - Quais os principais erros e acertos do PT ao longo de sua história? E qual o futuro do partido?

Valter Pomar - Eu queria começar com o futuro do PT. O PT é o maior partido de esquerda do Brasil e da América Latina. É um partido identificado com a população com o partido mais identificado com os interesses populares e é um partido que não perdeu os vínculos com a classe trabalhadora. Quais os erros que cometemos? Eu vou me referir aos erros mais recentes, de 95 para cá. Com o objetivo justo de querer ganhar a presidência da República, a gente ampliou demasiadamente as alianças, a gente abandonou alguns pontos do nosso programa e a gente subordinou o partido a governos, quando, na verdade, o nosso partido tem que ser, quando estando e apoiando o governo, ele vê mais longe e defende os objetivos de longo prazo.
UOL News - Que pontos o PT abandonou?

Valter Pomar - O PT como um todo não abandonou. O setor que comandou o partido colocou alguns compromissos em segundo plano. Vou dar um exemplo que para mim é muito claro. O Banco Central brasileiro ainda hoje é presidido por Henrique Meirelles, que mantém uma taxa de juros completamente estapafúrdia, que atrapalha o crescimento do país, atrapalha a aplicação de políticas sociais e de políticas públicas e a proposta de desenvolvimento impulsionada pelo nosso partido e pelo nosso governo. Outro exemplo. Na área da reforma agrária. Nós estamos muito longe de cumprir aquilo que o presidente Lula determinou já há muito tempo, que é, se ele pudesse fazer uma única coisa no seu governo, ele faria a reforma agrária. Então, há muitas coisas que foram colocadas em segundo plano, e que, agora, cabe ao partido colocá-las em primeiro plano.

UOL News - A redução da carga tributária foi uma bandeira que o PT também abandonou?
Valter Pomar - O problema no Brasil não é que a carga tributária é alta. É que existe muita sonegação e que os ricos não querem pagar imposto. Você veja o debate sobre a CPMF. É escandaloso que sejam os grandes empresários, os ricos, os muito ricos deste país que combatem a CPMF não porque pesa no bolso deles, mas porque a CPMF não tem como sonegar. O ponto de vista do PT é que haja impostos sobre as grandes empresas, imposto sobre as grandes fortunas e curiosamente o Congresso Nacional, quando nós apresentamos uma proposta nesse sentido, não quis dar guarida a esta proposta, que faria com que nós tivemos impostos, que tem que existir, porque, se não, não tem política pública, mas também impostos democraticamente distribuídos, que tem mais paga mais.

UOL News - Você defende a prorrogação da CPMF?

Valter Pomar - Claro que eu defendo. Acabar com a CPMF é cortar Bolsa Família, é cortar verba para a saúde, é cortar verba para a Educação é reduzir a possibilidade de o governo beneficiar as camadas mais pobres no Brasil.
UOL News - Qual a principal crítica que você faz ao PT?
Valter Pomar - Eu não faço críticas ao PT. Eu faço críticas a setores que dirigiram o PT em um ou outro momento. O nosso partido, do ponto de vista mais recente, por conta da direção que ele teve, entre 95 e 2005, certamente se afastou dos movimentos sociais, não os petistas. Se você olhar os movimentos sociais, a maioria é petista, mas a direção do partido deu pouca atenção. Agora, nos temos que dialogar mais com os movimentos sociais, defender suas bandeiras e, principalmente, compreender uma coisa que sempre esteve claro. Não tem mudança no Brasil se não tiver mobilização social, luta social e organização social. Não basta ser governo, não basta ter parlamentares. Precisa ter luta. Só luta muda.

UOL News - Qual sua avaliação sobre a participação do PT no governo Lula?

Valter Pomar - O PT tem uma influência grande no governo Lula, mas é uma influência menor do que a gente gostaria e, principalmente, é menor daquela que é necessária no país. Nós queremos aumentar nossa influência em áreas estratégicas, como a questão das cidades, porque o Brasil precisa de reforma urbana, na questão do Banco Central, porque o Brasil precisa de menos juros, na questão da comunicação, porque nós precisamos democratizar a comunicação social, e precisamos também ter influência na área política do governo. Você veja que a reforma política, que é um tema central para o PT e para o país, não saiu e a orientação da área política do governo foi liberar a base do governo no Congresso, ao invés de fazer o certo que era orientar a base a votar a favor da reforma política.

UOL News - Quando o senhor fala em ocupar mais espaço, significa ter mais cargos no governo?
Valter Pomar - As duas coisas. Nós precisamos, em primeiríssimo lugar, que programas que foram aprovados nas eleições de 2006 sejam levados a cabo. E nos casos em que for possível fazer com ministros petistas, nós temos o direito e a legitimidade de pleitear isso. Nós somos o principal partido da base de apoio do governo, e temos todo o direito do mundo, conquistado nas urnas, pelo método democrático, de ter uma participação expressiva naquele que é também o nosso governo.

UOL News - O partido hoje é ouvido pelo presidente?

Valter Pomar - O partido é ouvido pelo presidente da República, mas isso não significa que o presidente faça aquilo que nós pedimos e aquilo que nós julgamos necessário. O que eu defendo é que o partido tenha maior influência sobre o governo, ou seja, que ele se faça mais ouvido e que ele convença o presidente da República a fazer aquilo, pelo menos em parte, que nós pedimos, que nós julgamos necessário e que foi aprovado pelo povo nas eleições de 2006.

UOL News - Petistas envolvidos em casos de corrupção devem ser punidos internamente?
Valter Pomar - Quando aconteceram todos os episódios em 2005, eu defendi que fosse instalada uma comissão de ética para julgar os envolvidos, e é obvio que pessoas que se envolvem em crimes, têm que ser punidas, pela sociedade, e pelo PT, uma vez que o PT tem que dar exemplo, já antes, porque nós defendemos outra sociedade, e agora, no governo, mais ainda, porque nós que dar exemplo daquilo que são as leis do país, sempre sabendo que nem toda lei é justa. Por exemplo, nós defendemos a ocupação de terras na luta pela reforma agrária, mesmo quando a lei não autoriza.

UOL News - O PT deu o exemplo?

Valter Pomar - Nós tivemos casos do presidente nacional do PT que renunciou, enquanto o do PSDB ficou lá até o final do mandato, nós tivemos um secretário geral que se desfiliou do partido, nós tivemos um tesoureiro nacional que foi expulso do PT, tem pessoas que estão em comissão de ética. O que nós fizemos, nenhum partido no país fez. Nós cortamos na nossa própria carne e o nosso governo, em âmbito federal, tomou medidas que o governo Fernando Henrique não teve coragem de tomar, desde afastamento de ministros até a renovação do mandato do Procurador-Geral da República, que foi quem fez a denúncia contra os supostamente envolvidos nos casos de corrupção. A diferença entre o PT e o PSDB no quesito corrupção é enorme. Eles colocam embaixo do tapete. A gente toma medidas.

UOL News - Foram suficientes as medidas tomadas pelo partido?
Valter Pomar - Existem pessoas que estão se defendo na Justiça. Eles têm o direito de mostrar que são inocentes. Por outro lado, o tema corrupção é combatido de forma permanente, não é um tema que se combate de maneira tópica. O principal motivo da corrupção no Brasil é o financiamento privado das campanhas eleitorais. Por isso, o PT defende o financiamento público e, por isso, muitos que criticam o PT, quando foram votar pelo financiamento público, recuaram. Alimentam o sistema que alimenta a corrupção.

UOL News - O PT deve ter candidato próprio em 2010?

Valter Pomar - O PT terá candidato ou candidato à sucessão do presidente Lula, irá ao segundo turno e vencerá as eleições presidenciais de 2010. A coalizão que apóia o governo terá várias candidaturas, duas, talvez três candidaturas, no primeiro turno, como aconteceu em 2006 e em 2002. E no segundo turno estaremos unidos contra uma candidatura, possivelmente, do PSDB.

UOL News - Se as atuais regras forem mudadas, você defende a possibilidade de Lula concorrer a um terceiro mandato?

Valter Pomar - O presidente Lula está fazendo um ótimo mandato e se houvesse uma alteração constitucional e se ele fosse candidato a um terceiro mandato, certamente seria eleito. Agora, nós somos contra isso. O Lula e o PT foram contra a mudança nas regras do jogo para beneficiar o Fernando Henrique, quando foi aprovada a reeleição, e pele mesmo motivos nós somos contra mudar as regras no meio do jogo. E não é necessário. Seria uma coisa totalmente despropositada, porque o PT dispõe de quadros de ótima qualidade, capaz de vencer as eleições presidenciais de 2010, encabeçando um arco de alianças políticas e sociais.

UOL News - Mas não foi um petista que levantou essa possibilidade?

Valter Pomar - Sempre tem alguém que tem um devaneio. A posição é clara. Nós queremos um terceiro mandato para esquerda, para o PT não para o Lula.

UOL News - Qual a principal bandeira que o PT deve empunhar até o final do mandato de Lula?
Valter Pomar - A principal bandeira do PT é o socialismo. Nós vivemos em uma sociedade capitalista, em termos de Brasil, América Latina e mundo. É uma sociedade terrível para quem é pobre, para quem é trabalhador. É uma sociedade que agride o ambiente, que agride a democracia, que coloca sempre o mundo a beira de uma guerra, que do ponto de vista social é desastrosa. Por isso, a principal bandeira do PT é a implantação de uma sociedade socialista. O que significa, aqui e agora, lutar por democracia, por soberania nacional e por tudo que aumente a igualdade social no nosso país.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Encontro de apoio a candiatura de Luci e Felipe Damo com petistas de Itajai e região


Na sede do diretório municipal dia 13/11, Luci recebeu expressamente, apoio de lideranças e militantes petistas a sua candidatura a Presidente Estadual em conjunto com o candidato a Presidente do Diretório Municipal, Felipe Damo. Presentes representantes das chapas a Esperança é Vermelha e Fortalecer o PT de Itajaí, Balneário Camboriu, Camboriu, Itapema e Navegantes.

Logo após as apresentações, seguido de um rico debate político, Chiquinho Veríssimo, nosso primeiro candidato a vice-governador de Santa Catarina expressou: “O nosso partido necessita recuperar o debate sobre o socialismo e a vida militante, na verdade, alguns de nós fomos enredados, pela política de estado e pelo sistema neoliberal, adquirindo vícios dos partidos de senso comum". Volnei Chucre, da direção estadual da DS (Democracia Socialista), argumentou: “O PT necessita de encanto”, recuperar a sua jornada em favor da organização dos trabalhadores, emocionado, declarou o seu apoio e de sua chapa a candidatura da Luci expressando: “Luci você representa o PT de raiz, o PT que tem pureza e encanto, o Rosto do nosso Partido, terminou”.

Luci discorreu sobre os objetivos da sua candidatura, principalmente, a dedicação determinada e integral à construção partidária. A necessidade de fortalecer a unidade do PT para continuar cumprindo o importante papel no governo Lula e, construir a estratégia de futuro em Santa Catarina e no Brasil. Também reforçou o caráter da luta ideológica de classe: gênero, raça e a luta popular. Finalizou convocando os militantes à participação no PED 2007 e manifestando seu apoio a chapa e candidatura de Felipe Damo a Presidência Municipal.

Entrevista: Eduardo Cardoso - Mensagem ao Partido

Candidato, Cardozo critica grupos do partido que preferem cargo a política.


Da Redação uol
O deputado federal por São Paulo José Eduardo Cardozo é advogado, tem 48 anos e é filiado ao PT desde 1980. Cumpriu três mandatos como vereador na cidade de São Paulo, presidiu a Câmara Municipal entre os anos de 2001 e 2002, e está na segunda legislatura na Câmara dos Deputados. Cardozo é candidato à presidência petista pela chapa "Mensagem ao Partido". Ele foi o primeiro candidato do partido entrevistado pelo UOL News na série de entrevistas com os aspirantes ao cargo. Confira os principais trechos.

UOL News - Por que o senhor quer ser presidente do PT?

José Eduardo Cardozo - A nossa candidatura é expressão de um conjunto de militantes petistas que não estão contentes com a situação que nós vivemos hoje no PT. É claro que nós tivemos grandes conquistas, grandes vitórias, o PT elegeu o presidente da República, mas é claro que tem muita coisa que precisa mudar.


UOL News - Que mudanças o senhor defende para o PT?

Cardozo - Nós temos que mudar a democracia interna no PT. Nós precisamos parar com aquela situação que nós vivemos em quatro ou cinco decidem tudo no partido e impões essas decisões ao partido. Isso leva ao esvaziamento dos nossos diretórios, esvaziamento dos nossos núcleos e abatimento da nossa militância. Segundo: a ética na política. É necessário que quem lula pela ética na política seja intransigente com seus adversários, mas também coloque a ética no plano interno. Nós aprovamos um código de ética no Congresso Nacional do PT e a futura direção tem que implementar o Código de Ética e fazer cumprir. Nós temos que ser mais duros internamente do que como somos com nossos adversários.


UOL News - Qual sua principal crítica ao partido?

Cardozo - A atual forma de gestão do partido exauriu. Hoje as questões principais não são discutidas no partido. São decididas fora dele e impostas ao partido. Quando, por exemplo, algumas decisões podem dividir aqueles que comandam o partido essas discussões não são colocadas. Há temas que são proibidos. Aqueles que não pensam como a direção são execrados, não têm oportunidades de atuação dentro do PT.


UOL News - O senhor poderia citar exemplos?

Cardozo - Há vários exemplos, eu não queria individualizar, pois eu acho que ficaria muito chato. Muitas pessoas são afastadas de qualquer possibilidade de atuação porque discordam do PT. A matriz de pensamento é tão autoritária que o respeito à pluralidade acaba não acontecendo. O militante ideológico fica abatido, sabe que sua palavra não serve nada. E nós estamos vivendo uma situação muito grave. Nossa militância histórica está sendo substituída por uma militância paga, que fica acenando bandeirinhas e não sabe porque está fazendo isso.


UOL News - Quais são os principais erros e acertos do PT ao longo de sua história?

Cardozo - Os acertos são tantos. Nós construímos o maior partido de esquerda da história do Brasil, da América Latina, elegemos um presidente da República oriundo da classe trabalhadora, conquistamos Estados importantes, tivemos grandes vitórias democráticas na construção dos direitos dos trabalhadores. Agora, os erros começam a se acentuar muito no momento em que o PT cresce e assume o controle de certos seguimentos do aparelho do Estado. A democracia interna começa a ser esvaziada, não dá resposta no campo ético interno, a ignorar os movimentos sociais, acaba agindo como cartório de referência de políticas governamentais. Governo é governo, partido é partido. O partido não pode ser um braço do governo. São papéis distintos. É errado dirigentes do PT serem porta-vozes do Palácio do Planalto. O PT tem que apoiar o governo Lula, mas tem que ser propositivo.


UOL News - Qual a avaliação que o senhor faz da participação do PT no governo Lula?

Cardozo - Participar não significa ocupar cargos, significa que um governo atenda a certas perspectivas políticas. O governo Lula não é formado só pelo PT. Ele é formado por várias forças políticas que convivem. Cabe ao PT disputar com essas forças políticas o caminho que acha mais conveniente. Não se trata de pedir cargos para acomodar companheiros ou militantes, como alguns fazem. O grande caminho do PT não passa pelos cargos, passa pelas políticas. É claro que muitas vezes para implementar políticas você precisa ter pessoas capacitadas para exercer essas políticas que você propõe.


UOL News - Hoje o PT está mais preocupado em procurar cargos ou propor políticas?

Cardozo - Alguns segmentos do PT se preocupam mais com cargos do que com políticas. É preciso inverter esta ordem. Não se trata de controlar o governo, mas fazer com que o governo vá em direção da democracia e do socialismo.


UOL News - Petistas envolvidos em caso de corrupção devem ser punidos internamente?

Cardozo - Os petistas que comprovadamente cometeram delitos têm que ser expulsos do partido. O partido foi inerte internamente em não apurar delitos internos, por duas razões, ou para punir quem tem que ser punido, ou para lutar para resgatar a imagem de quem foi acusado injustamente.


UOL News - O PT deve ter candidato próprio para a sucessão de Lula?

Cardozo - Seria absurdo imaginar que um partido do tamanho do PT, da envergadura política do PT e que tem dentro de seus quadros o atual presidente da República, não tivesse legitimidade para ter uma candidatura própria. É um absurdo dizer que o PT não deve propor uma candidatura. Nós temos legitimidade para fazer isso. Agora, temos que reconhecer que alguns partidos aliados também têm esta legitimidade. A construção de uma candidatura petista não pode passar por critérios de arrogância e de imposição. Nós temos que construir nossa candidatura, dialogando com os nossos parceiros. O PT tem que construir um campo de centro-esquerda como aliados prioritários.


UOL News - Acha correto o presidente ser mais uma vez reeleito?

Cardozo - Não. Qualquer mudança casuística do sistema político brasileiro é equivocada e errada. Nós temos que pensar o sistema político pelo estado brasileiro e não por eventuais pessoas, por melhor que elas sejam. Eu sou contra.


UOL News - Qual a principal bandeira que o PT deveria defender como prioridade para o governo?

Cardozo - O PT tem que colocar como bandeira central de sua ação a reforma política, dialogando com outras forças. O atual sistema é atrasado e antidemocrático.

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

Apoio - Paulo Eccel - Ex-Deputado Estadual

"A conjuntura impõe aos petistas de Santa Catarina a necessidade de fortalecer o PT. A histórica trajetória da companheira Luci, em todas as lutas sociais e partidárias, é a certeza de que o nosso partido terá um rumo certo e com a cara do povo, no próximo período." Paulo Eccel - Brusque

Apoio: Mauro Passos - Ex-Deputado Federal

"O fato de Luci estar sem mandato parlamentar vai permitir uma maiorparticipação dela na organização partidária. O PT em Santa Catarina precisa dealguém que dê prioridade as demandas do Partido. Além disso, Luci tem a cara doPT. Os apoios que vem recebendo à sua candidatura de diversos setores do Partido comprovam isso. Mauro Passos - Florianópolis

Politica: PT abre o debate sobre o futuro


Divulgação / A Tribuna
da Redação
Criciuma
Pouco mais de 40 lideranças do Partido dos Trabalhadores do Sul de Santa Catarina acompanharam sábado pela manhã, na Câmara de Vereadores de Criciúma, um debate entre os quatro candidatos à presidência do diretório estadual. No dia 2 de dezembro, os deputados federais Carlito Merss e Cláudio Vignatti, a ex-deputada Luci Choinacki e o líder sindical Carlos Castro disputam os votos dos filiados para decidir quem vai dirigir o PT catarinense nos próximos dois anos, num período em que o partido precisará definir a política de alianças para as eleições municipais de 2008 e as estratégias para a disputa do governo estadual em 2010. Caso nenhum dos candidatos consiga mais de 50% dos votos, os dois primeiros colocados disputam um segundo turno no dia 16 de dezembro. "O tempo para o processo eleitoral é curto, mas vamos promover debates em várias regiões do Estado", disse o atual presidente do PT e deputado estadual Pedro Uczai, que mediou o debate de sábado.

A eleição dos diretórios estaduais do PT acontece ao mesmo tempo em que o partido escolhe seus novos dirigentes em nível nacional. Apesar das diferenças de tom das propostas apresentadas pelos quatro candidatos ao diretório catarinense, a preocupação dos petistas é reconquistar posições importantes no ano que vem - como, por exemplo, as prefeituras de Criciúma, Blumenau e Chapecó, que eram comandadas pelo PT até 2004 - e se fortalecer para enfrentar a tríplice aliança formada por PMDB, PSDB e DEM nas eleições estaduais de 2010.
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BUSCANDO FORÇAS
O PT demonstra ter o objetivo de retomar o caminho que o partido vinha trilhando a partir de 2000, quando emergiu como terceira força política num estado até então dominado pelas coligações PP-PFL, de um lado, e PMDB, de outro, ao eleger prefeitos nos principais municípios do interior catarinense, com exceção de Joinville. Dois anos depois, em 2002, seu candidato ao governo, José Fritsch, ficou fora do segundo turno por menos de 70 mil votos, e o apoio do partido foi fundamental para que Luiz Henrique da Silveira derrotasse Esperidião Amin no segundo turno daquele ano. Na mesma eleição, o PT elegeu a senadora Ideli Salvati, além de Carlito Merss e Luci Choinacki como os dois deputados federais até então mais votados da história de Santa Catarina. No Estado, Lula conseguiu na época sua maior votação proporcionalmente em relação aos demais estados brasileiros, com 56% dos votos válidos no primeiro turno. Quatro anos depois, no entanto, os petistas perderam espaço não repetindo os mesmos números nas votações para o parlamento. José Fritsch esteve longe do segundo turno e Lula perdeu para Geraldo Alckmin no primeiro turno.

domingo, 11 de novembro de 2007

Artigo: Uma Mulher para presidir o PT Catarinense

Ana Maria Sokacheski*
Foto: 7º encontro da mulher trabalhadora da industria - 2006

"Não há democracia sem a participação das mulheres.
E, a democracia na qual acreditamos tem o sentido básico no direito à vida,
com a possibilidade de desenvolver igualdade social entre os seres humanos,
respeitando, em cada indivíduo, a característica de ser diferente."


Luci Choinacki, uma Mulher com "M", que traz em sua candidatura a presidente do PT em SC, a possibilidade de reascender na alma petista, a chama da esperança, do sonho e da vontade firme de vislumbrar nosso partido voltando-se para suas bases, com os olhos firmes no céu, mas os pés fincados na terra. A liderança desta agricultora catarinense, filiada ao PT desde 1982, eleita Deputada Estadual Constituinte em 1986, Deputada Federal em 1990, em 1994 candidata ao senado, Presidente do PT/SC 1995/1999, eleita novamente Deputada Federal em 1998 e reeleita em 2002, novamente candidata ao senado em 2006, sempre em defesa do Partido e do governo LULA em todos os momentos, a colocou num patamar inquestionável de legítima representante catarinense, em especial das causas populares.
É inquestionável que essa representatividade não está restrita aos corredores, gabinetes e tribunas de Câmaras e Senado, mas perpassam por todas as instâncias políticas partidárias e da sociedade organizada.
Projetos importantes como a Aposentadoria das Mulheres agricultoras, das donas de casa, os direitos das trabalhadoras domésticas, maricultoras e pescadoras, a retomada da luta por creche e tantas outras, com o destaque especial para luta pela aprovação e implementação da Lei Maria da Penha e seu empenho pela criação dos fóruns de implementação da lei no estado, deixaram a marca da luta ousada e competente, características muito fortes da guerreira Luci.
Eleger Luci Presidente do PT Estadual significa mais do que o reconhecimento pela sua histórica contribuição no partido. Significa eleger uma presidenta com capacidade inquestionável para fazer com que o nosso partido dê um grande salto de qualidade e popularidade.
Num momento tão importante para o nosso Brasil, com a reeleição de um operário na Presidência da República, nós petistas catarinenses não podemos retroceder na história. Precisamos sim, vislumbrar e construir novos horizontes para a Estrela vermelha que carregamos no peito e no coração.

*Ana Maria Sokacheski é Diretora do departamento da mulher
da Federação dos trabalhadores da Indústria do Estado de Santa Catarina (FETIESC)

Coluna: Adelor Lessa

Criciúma - 10/11/2007 - Sábado e Domingo
Rápidas


Manifesto de apoio à candidatura de Luci Choinacki à presidência do PT catarinense, assinado por líderes de todo o Estado, foi lançado ontem. Do Sul, assinam o manifesto o deputado Décio Góes e os ex-deputados José Serafim e Jorge Boeira.