Criciuma
Pouco mais de 40 lideranças do Partido dos Trabalhadores do Sul de Santa Catarina acompanharam sábado pela manhã, na Câmara de Vereadores de Criciúma, um debate entre os quatro candidatos à presidência do diretório estadual. No dia 2 de dezembro, os deputados federais Carlito Merss e Cláudio Vignatti, a ex-deputada Luci Choinacki e o líder sindical Carlos Castro disputam os votos dos filiados para decidir quem vai dirigir o PT catarinense nos próximos dois anos, num período em que o partido precisará definir a política de alianças para as eleições municipais de 2008 e as estratégias para a disputa do governo estadual em 2010. Caso nenhum dos candidatos consiga mais de 50% dos votos, os dois primeiros colocados disputam um segundo turno no dia 16 de dezembro. "O tempo para o processo eleitoral é curto, mas vamos promover debates em várias regiões do Estado", disse o atual presidente do PT e deputado estadual Pedro Uczai, que mediou o debate de sábado.
A eleição dos diretórios estaduais do PT acontece ao mesmo tempo em que o partido escolhe seus novos dirigentes em nível nacional. Apesar das diferenças de tom das propostas apresentadas pelos quatro candidatos ao diretório catarinense, a preocupação dos petistas é reconquistar posições importantes no ano que vem - como, por exemplo, as prefeituras de Criciúma, Blumenau e Chapecó, que eram comandadas pelo PT até 2004 - e se fortalecer para enfrentar a tríplice aliança formada por PMDB, PSDB e DEM nas eleições estaduais de 2010.
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BUSCANDO FORÇAS
O PT demonstra ter o objetivo de retomar o caminho que o partido vinha trilhando a partir de 2000, quando emergiu como terceira força política num estado até então dominado pelas coligações PP-PFL, de um lado, e PMDB, de outro, ao eleger prefeitos nos principais municípios do interior catarinense, com exceção de Joinville. Dois anos depois, em 2002, seu candidato ao governo, José Fritsch, ficou fora do segundo turno por menos de 70 mil votos, e o apoio do partido foi fundamental para que Luiz Henrique da Silveira derrotasse Esperidião Amin no segundo turno daquele ano. Na mesma eleição, o PT elegeu a senadora Ideli Salvati, além de Carlito Merss e Luci Choinacki como os dois deputados federais até então mais votados da história de Santa Catarina. No Estado, Lula conseguiu na época sua maior votação proporcionalmente em relação aos demais estados brasileiros, com 56% dos votos válidos no primeiro turno. Quatro anos depois, no entanto, os petistas perderam espaço não repetindo os mesmos números nas votações para o parlamento. José Fritsch esteve longe do segundo turno e Lula perdeu para Geraldo Alckmin no primeiro turno.


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