Atos ecumênicos marcam passagem do Dia da Consciência Negra no Rio
Aline Beckstein Repórter da Agência Brasil
Rio de Janeiro - A tradição da religião africana ritmada pelo som dos atabaques marcou a abertura das comemorações do Dia da Consciência Negra, no Rio de Janeiro. O som do bloco Afoxé Filhos de Gandhi, que mistura tradições africanas com elementos indianos, marcou a festa.
As comemorações contaram com atos ecumênicos, reunindo praticantes de religiões de origem africana, cristã e orientais. Os eventos estão sendo realizados no monumento a Zumbi dos Palmares, erguido há 21 anos no centro do Rio de Janeiro.
O Rio de Janeiro foi o primeiro município do país a decretar o Dia da Consciência Negra como feriado, em 1999. Atualmente mais de 260 municípios brasileiros já adotam o 20 de novembro como feriado.
A data seria um contraponto ao 13 de maio, quando foi decretada a abolição da escravatura, segundo militantes do movimento negro.
"A abolição da escravatura é um dia mais espiritualista, quando comemoramos o Dia dos Pretos Velhos. O dia 20 de novembro tem muito mais peso para a cultura negra, porque marca a data do assassinato e da luta de Zumbi dos Palmares. Na verdade, a abolição foi uma solução para os portugueses, para o negro não, que acabou indo para os morros e para as palafitas", disse a maestro do coral Iyun Orin Olorun, Claudecir Francisco.
O marinheiro João Cândido, líder da revolta da Chibata, em 1910, também foi lembrado. A assessora da Secretaria de Cultura do Rio, Néia Daniel, anunciou que nesta quinta-feira (22) será inaugurado um monumento ao Almirante Negro.
Passados quase 100 anos da revolta, João Cândido, que morreu sem patente, nunca foi anistiado.
"João Cândido forçou o governo a reconhecer e tratar com humanidade os marinheiros, ajudando a acabar com a chibata. Ele morreu aos 89 anos, ainda perseguido. Foi expulso da Marinha e nunca teve seus direitos políticos reconhecidos", lembrou Néia Daniel.
Rio de Janeiro - A tradição da religião africana ritmada pelo som dos atabaques marcou a abertura das comemorações do Dia da Consciência Negra, no Rio de Janeiro. O som do bloco Afoxé Filhos de Gandhi, que mistura tradições africanas com elementos indianos, marcou a festa.
As comemorações contaram com atos ecumênicos, reunindo praticantes de religiões de origem africana, cristã e orientais. Os eventos estão sendo realizados no monumento a Zumbi dos Palmares, erguido há 21 anos no centro do Rio de Janeiro.
O Rio de Janeiro foi o primeiro município do país a decretar o Dia da Consciência Negra como feriado, em 1999. Atualmente mais de 260 municípios brasileiros já adotam o 20 de novembro como feriado.
A data seria um contraponto ao 13 de maio, quando foi decretada a abolição da escravatura, segundo militantes do movimento negro.
"A abolição da escravatura é um dia mais espiritualista, quando comemoramos o Dia dos Pretos Velhos. O dia 20 de novembro tem muito mais peso para a cultura negra, porque marca a data do assassinato e da luta de Zumbi dos Palmares. Na verdade, a abolição foi uma solução para os portugueses, para o negro não, que acabou indo para os morros e para as palafitas", disse a maestro do coral Iyun Orin Olorun, Claudecir Francisco.
O marinheiro João Cândido, líder da revolta da Chibata, em 1910, também foi lembrado. A assessora da Secretaria de Cultura do Rio, Néia Daniel, anunciou que nesta quinta-feira (22) será inaugurado um monumento ao Almirante Negro.
Passados quase 100 anos da revolta, João Cândido, que morreu sem patente, nunca foi anistiado.
"João Cândido forçou o governo a reconhecer e tratar com humanidade os marinheiros, ajudando a acabar com a chibata. Ele morreu aos 89 anos, ainda perseguido. Foi expulso da Marinha e nunca teve seus direitos políticos reconhecidos", lembrou Néia Daniel.

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